Esta letra mergulha na diferença profunda entre esquecer e perdoar, mostrando que há dores que o tempo não apaga, apenas transforma.
É uma reflexão emotiva sobre memória, cura e a força de seguir em frente sem apagar o passado.
Há coisas que o tempo leva,
outras que ficam em mim,
dizes que esquecer é fácil,
como apagar um jardim,
mas há memórias que queimam devagar,
sem fim.
Esquecer é fechar portas
sem olhar para trás,
é fingir que a dor que existe
já não dói mais,
é um silêncio frio que nos rouba a paz.
Perdoar é mais difícil,
é encarar o que ficou,
é tocar na ferida
que o tempo não curou,
é aceitar que doeu,
mas que o amor também existiu.
Não apago o que fomos,
nem nego o que senti,
carrego cada erro,
mas já não fico aí.
Esquecer é distância,
é fugir do coração,
perdoar é coragem,
é dar nova direção.
Entre o que deixo ir
e o que escolho guardar,
há um espaço onde aprendo lentamente
a respirar.
Eu não esqueço o passado,
mas já não me prende assim,
transformo a dor em força,
reconstruo-me em mim.
Se te perdoo, não é por ti,
é para me libertar,
porque há pesos que só caem
quando escolhemos soltar.




