Já falámos nisso vezes suficientes para conhecer cada pausa, cada olhar desviado, cada palavra dita a meio. E mesmo assim, parece que nada ficou realmente resolvido, como se a conversa nunca tivesse chegado ao fim. Há coisas que se repetem não por falta de palavras, mas por excesso de sentimento. Porque quando algo importa de verdade, não se esgota numa única conversa… volta, insiste, pede para ser entendido outra vez.
Outra vez voltas ao mesmo,
As mesmas palavras, o mesmo silêncio.
Cada frase é uma lâmina no ar,
E eu já não quero sangrar.
Não vês que não há nada mais a dizer?
Já rasgámos tudo o que havia para escrever.
Só fica o eco do que já doeu,
E eu só quero paz, um caminho só meu.
Já falámos nisso, deixa para trás,
Não quero mais feridas, não quero mais.
Já falámos nisso, fecha esse capítulo,
Há histórias novas à espera no próximo título.
As memórias pesam, é sempre igual,
Um disco riscado, um final banal.
Eu só quero o som da liberdade,
Chega de repetir a mesma verdade.
Se o coração pede para parar,
É porque já não há volta a dar.
Já falámos nisso, deixa para trás,
Não quero mais feridas, não quero mais.
Já falámos nisso, fecha esse capítulo,
Há histórias novas à espera no próximo título.
Já falámos nisso, deixa para trás,
Não quero mais feridas, não quero mais.
Já falámos nisso, fecha esse capítulo,
Há histórias novas à espera no próximo título.




