Adeus a um grande senhor de Mafra

Até sempre!

“O Xico-Zé Gato (como era carinhosamente tratado na nossa terra), nasceu em Mafra a 9 de Agosto de 1945 e faleceu hoje, 28 de Outubro de 2024.”

“Aqui cresceu e viveu até à idade de 21 anos, momento em que se ausentou para cumprir quatro anos de serviço militar como piloto da Força Aérea Portuguesa, regressando depois à sua terra, onde permaneceu praticamente o resto da vida.
Exerceu a profissão de Piloto de Linha Aérea na Tap-Air Portugal, gastando a maior parte do seu tempo livre ao serviço da música.
Compositor, executava vários instrumentos musicais de entre os quais se destacam a guitarra portuguesa e o carrilhão.
Amigo de toda a gente, era também um apaixonado pela caça desportiva e não dispensava “um dia de abertura” de caça.
Em 1997 publicou o seu primeiro livro “ÂNGULO ZERO” – Romance.
Que descanse em Paz mais este grande amigo e um fervoroso defensor da sua e nossa terra: MAFRA!

Nota: Como curiosidade acrescentamos que o nosso amigo Xico-Zé Gato iniciava sempre os concertos no Carrilhão de Mafra tocando o Hino Nacional, e terminava sempre com o mesmo Hino.”

© Por: «O SALOIO» – Mafra | 28/10/2024

Não existem palavras bonitas para se dizerem nestas alturas.

Partilhei estas palavras do “O Saloio” porque retratam na generalidade a sua passagem, mais do que importante, pela nossa vila de Mafra.

Tive a oportunidade de partilhar momentos com este senhor dos quais me orgulho. Senti nas suas palavras uma tristeza que a vida lhe proporcionou, mas nunca deixando de olhar para o amanhã e para aqueles que o rodeavam. Apaixonado por música, pela guitarra, mas com um amor incondicional pelos carrilhões de Mafra. Era o tal ! O homem do carrilhão! Aquele que nos encantava com a sua música, ainda numa altura em que o convento de Mafra estava na mó de baixo. Digo isto, porque sou já do tempo em que o nosso edifício era negro, sujo e com uma dignidade que deixava um pouco a desejar!

No entanto, ainda com os sinos meio desafinados, conseguia dar música a todos. O seu reportório era mais popular, mas as pessoas identificavam-se já com o Senhor Francisco Alves Gato. Mafra e os Mafrenses sentem orgulho de todo o seu percurso.

Tive a oportunidade de lhe fazer uma entrevista pelo 1717 Acreditar e diverti-me muito com a sua simplicidade, pela sua experiência de vida e sobretudo pelo brilho dos seus olhos quando o tema da conversa era os carrilhões. A tristeza essa, possivelmente hoje, passou a alegria. Digo isto, porque me revelou um dia quando partisse iria reencontrar  os seus filhos. Quero muito acreditar nestas suas palavras e nesta sua convicção!

Um abraço especial ao Frederico Gato, por quem tenho um carinho desde miúdo. Hoje estarás triste, mas quero e desejo que essa tristeza passe depressa porque tu mereces ser feliz e pela grandeza da vida do teu querido pai.

Os meu mais sinceros sentimentos Frederico.

Até sempre Ex.mo Senhor Francisco Alves Gato.

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