Há amores que nascem no silêncio e vivem apenas no espaço secreto do coração. São sentimentos profundos, verdadeiros, mas que nunca chegam a encontrar lugar no mundo real. Entre a consciência, o medo e as escolhas que já fizemos na vida, existe por vezes uma linha invisível que não ousamos atravessar. Assim, o amor permanece guardado, não por falta de intensidade, mas por respeito ao que já foi construído.
Tenho feito das tripas coração
para não te voltar a escrever,
para calar este amor
que insiste em sobreviver.
Guardo no peito as palavras
que o silêncio não quer levar,
dizer que penso em ti sempre,
que a tua falta me vem abraçar.
Mas sei que o certo é parar,
mesmo que doa assim.
Há um peso na consciência
que não me deixa fugir de mim.
Não te mereço, eu sei,
nem o amor que tens por mim.
Fico preso ao que sou
e ao que nunca vai ter fim.
Vou amar-te em segredo
onde ninguém vai ver.
Serás sempre a história
mais bonita que vivi sem viver.
Talvez seja medo ou gratidão,
talvez comodismo em mim.
Só sei que não deixo a vida
que construí até aqui.
Não te mereço, eu sei,
nem o amor que tens por mim.
Fico preso ao que sou
e ao que nunca vai ter fim.
Vou amar-te em segredo
onde ninguém vai ver.
Serás sempre a história
mais bonita que vivi sem viver.
Perdoa este adeus calado…
amar-te vai ser sempre assim.





