“Suspeitos do costume” são aqueles dois corações que se amam, mas se perdem nas mesmas discussões de sempre. Os mesmos ciúmes, os mesmos silêncios, as mesmas feridas mal fechadas. Não são culpados de deixar de sentir, mas de sentir demais e saber menos como dizer. São fiéis à esperança de que, desta vez, o amor fale mais alto.
Já não é só o teu olhar
Que foge quando eu falto
Também eu sei disfarçar
Quando o orgulho fala mais alto
Temos medo de perder
Mas ninguém quer ceder
Ficamos presos no querer
Sem nunca resolver
Há silêncio na sala
E um “amo-te” por dizer
Se o amor ainda fala
Porque é que estamos a temer?
Somos suspeitos do costume
Quando o amor vira pressão
Há fumo, há ciúme
Mas ainda há coração
Somos suspeitos do costume…
Somos suspeitos
do costume…
Se ainda há verdade
falamos numa só voz
Então larga essa metade
E vem inteira para nós
Somos suspeitos do costume
Quando o amor vira pressão
Há fumo, há ciúme
Mas ainda há coração
Somos suspeitos do costume…
Somos suspeitos
do costume…
Se erramos foi por medo
Nunca foi por desamor
Somos dois no mesmo enredo
Dois a pedir mais calor
Somos suspeitos do costume
Quando o amor vira pressão
Há fumo, há ciúme
Mas ainda há coração
Somos suspeitos do costume…
Somos suspeitos
do costume…





