O Dia da Rádio (O bichinho que não morre)

O Dia da Rádio é uma data especial que homenageia um dos meios de comunicação mais influentes e duradouros da história. Desde sua invenção no final do século XIX, a rádio transformou a maneira como as pessoas se conectam, informam e se entretêm, desempenhando um papel vital na disseminação de conhecimento e cultura ao longo das décadas.

Celebrado em diferentes datas ao redor do mundo – como o Dia Mundial do Rádio, em 13 de fevereiro, instituído pela UNESCO –, este momento reflete sobre o impacto desse meio nas nossas vidas e sobre seu papel em unir comunidades, principalmente em tempos de crise ou isolamento.

A História da Rádio

A trajetória da rádio começa com as experiências de grandes inventores, como Guglielmo Marconi, que é amplamente reconhecido por transmitir os primeiros sinais de rádio no início dos anos 1900. Desde então, a rádio tornou-se um meio revolucionário, capaz de alcançar os cantos mais remotos do planeta.

Ao longo do século XX, a rádio foi essencial para eventos históricos, como transmissões de guerra, discursos presidenciais e a popularização de músicas de diferentes estilos. Ela democratizou o acesso à informação e deu voz a populações que, de outra forma, estariam à margem dos grandes debates sociais.

O Papel Atual da Rádio

Apesar do surgimento de novas tecnologias, como o streaming, os podcasts e as redes sociais, a rádio mantém a sua relevância. Com uma capacidade única de oferecer programação ao vivo e em tempo real, continua a ser uma fonte fiável de notícias, alertas de emergência e entretenimento.

Além disso, a rádio é uma plataforma acessível a todas as faixas etárias e classes sociais. Não importa onde se esteja – numa grande cidade ou numa aldeia remota –, as ondas da rádio conseguem chegar, transmitindo conteúdos diversificados e de qualidade.

O bichinho que não morre

Quem fez ou faz rádio, tem por norma utilizar a expressão do bichinho que fica e que dificilmente sai do nosso corpo. Conhecer a sua própria voz, moldá-la para que o ouvinte possa sentir os sentimentos desejados e torná-la audível não é coisa fácil.

Desde muito cedo a rádio fez parte da minha vida. Na cama, em Elvas, conjuntamente com o meu pai, escutava o fervor dos campeonatos do Mundo e da Europa de Hóquei em patins. As palavras do locutor faziam-me sonhar com o ambiente que se vivia nos pavilhões onde a nossa seleção jogava. Mais tarde, já com a aparelhagem no quarto, as noites mágicas de Ruy Castelar. Adorava a maneira como articulava cada um dos seus conteúdos e fez-me sonhar que talvez um dia surgisse a oportunidade de poder fazer rádio.

Assim aconteceu, Finalizado o meu percurso escolar (12º ano), não consegui entrar em nenhuma universidade. Nesse ano, fiquei a aguardar por uma outra oportunidade no ano seguinte mas de preferência com alguma atividade profissional. Em boa altura surgiu a possibilidade de me tornar profissional de uma rádio: A Mafra-FM.

Esta rádio deu-me a tarimba necessária para poder concretizar alguns dos meus sonhos de infância. Comecei numa primeira fase a fazer programas semanais com um grupo de amigos (João Nascimento e o “Kuch”). O programa chamava-se “FM em Português” e o seu objetivo era transmitir em duas horas música portuguesa mais antiga. Os LP´s e os singles vinham das nossas casas e com o recado dos nossos pais para não os danificarmos. Músicas que não conhecia na sua totalidade, mas com o passar do tempo, lá fomos fazendo cada vez mais e melhor.

Decorrido este tempo de aprendizagem, obtive um convite da direção da Rádio Mafra-FM para embarcar no profissionalismo para ser locutor/animador de um programa matinal “Bom dia já é dia!

Um ano de experiência incrível, quase sempre com o apoio técnico do João Nascimento. Eram três horas matinais com muita audiência e com um auditório muito fiel. Os passatempos, que estavam na moda, surgiam na hora 11-12, patrocinada pela extinta “Trinaranjus”. Entre copos e garrafas de litro e meio de diversificados sabores como prémios, conseguíamos colocar no ar cerca de 60 pessoas por hora. Era uma autêntica loucura!

A rádio ficou suspensa na minha vida após ter ingressado na carreira Militar. 

Após o término da minha carreira profissional, ofereci-me para ajudar a minha rádio de Mafra (RCM-Rádio do Concelho de Mafra) através da realização de um programa de autor também nas partes da manhã. A proposta foi aceite e o programa “17 17“foi para o Ar. A experiência foi completamente diferente em termos de meios técnicos,. Os materiais eram bem distintos da minha primeira vez. A aprendizagem foi rápida e a motivação foi muito grande.

Convidei o meu parceiro “Filipe Medina de Sousa” para me acompanhar nesta aventura e ele aceitou com algum receio que mais tarde superou completamente. O programa esteve no ar durante um ano com emissões diárias das 10 às 13h de segunda a sexta-feira. Rapidamente conseguimos obter uma audiência considerável e muitas vozes de agrado se fizeram sentir. O programa parou durante um ano, durante a minha ida a Timor, e retomou as emissões regulares após o meu regresso para mais um ano de emissões regulares com o mesmo formato. Desta última vez sem a presença do meu companheiro inicial. Depois o programa parou e sobre isso não faço qualquer tipo de comentários.

Nestes últimos anos ainda tive o prazer de frequentar o curso na World Academy de “Apresentação de rádio e Televisão” e a experiência foi muito dignificante. Enquanto procurava obter o sucesso nesta área o insucesso ocorreu noutras. Nunca podemos ter tudo na vida!

Em alguma palavras marquei aqui a importância que a rádio teve na minha vida. Fez e faz parte de mim!

Não quero expressar a minha crítica sobre nada. A vida é como é! Umas vezes mais justa do que outras, mas temos todos que saber vivê-la desta forma. Interessante mesmo é saber e afirmar que o bichinho ficou cá para sempre.

Ficarei sempre feliz por ver crescer este bichinho em muitas mais pessoas e estou muito atento ao que de bom se vai fazendo a nível Nacional e local. Há espaço e tempo para todos serem felizes usando apenas um segredo: Criatividade!

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