“Sempre que vais” fica um vazio que ninguém vê, mas que eu sinto por dentro. Cada partida leva um pedaço do meu sossego, como se o mundo ficasse mais distante sem a tua presença. Sempre que vais, sobra saudade antes mesmo do adeus… e a vontade de te ter de volta, mesmo sem saber quando.
Dizes que é só mais uma viagem,
Que não há razão para eu duvidar.
Mas conheço bem essa tua linguagem,
E sei que não vais só para descansar.
Vejo fotos tuas num pôr-do-sol,
E eu aqui, preso neste farol.
já não sei se ainda sorris para mim
A dor da dúvida é pior que o fim
E eu fico a contar os dias no calendário,
Enquanto tu vives um mundo a dois.
Não sei se volto a ser teu cenário,
Ou se já me perdes sempre que vais.
Sempre que vais, levas um pedaço meu,
E voltas com histórias que não são eu.
Sempre que vais, eu fico a quebrar,
E tu a viver sem sequer pensar.
Dizes que é nada, mas eu sei demais,
Parte de mim morre sempre que vais.
As malas feitas, sorrisos fingidos,
Dizes “até já” mas soa a “adeus”.
Eu tento ser forte, mas caio em pedaços,
Quando imagino o toque que não é o meu.
E quando regressas, parece igual,
Mas eu sinto a distância, eu sinto o final.
E sei que um dia não vais voltar,
E eu vou ter de aprender a me soltar.
Sempre que vais, levas um pedaço meu,
E voltas com histórias que não são eu.
Sempre que vais, eu fico a quebrar,
E tu a viver sem sequer pensar.
Dizes que é nada, mas eu sei demais,
Parte de mim morre sempre que vais.





