Portugal, Portugal!

No próximo dia 08 de fevereiro realizar-se-á a segunda volta da eleição presidencial em Portugal. Dois candidatos estão na reta final: António José Seguro e André Ventura.

Não me interessa, mesmo nada, dizer-vos em quem voto, mas quem convive de perto comigo sabe que daqui não existe qualquer hipótese de me tornar vira casacas!

Depois de tantas palavras bonitas nos principais meios de comunicação por tantos que se dizem influenciar “as mentes” portuguesas, fico completamente confuso no que devem pensar sobre o povo português.

O povo, do qual me incluo, deve ser uma cambada de imbecis de último espécime, que vai votar e decidir o seu novo presidente só porque este ou aqueles dizem para votar neste ou naquele! Isso já foi parra que deu uva! Os tempos são outros minha gente!

O jornalismo tem que rapidamente começar a adaptar-se às novas realidades e pugnar pelas normas de bom jornalismo, sem que despercebidamente, puxem a brasa à sua sardinha, seja ela qual for!

O interessante desta campanha, ou de outras, seria a população ficar a conhecer os candidatos e estes mostrarem o que melhor poderiam oferecer a Portugal. Deixem os falar e sem criarem obstáculos de maneira que todos possam ter as suas opiniões formadas. Não obstante isso, se acharem mesmo necessário explicarem melhor o que se passou (porque somos burros até dizer chega!), devem sempre convidar para o painel de comentadores duas pessoas afetas às opiniões dos candidatos e não um pelotão de um lado e um ou nenhum do outro!

Adoro quando gastam e abusam da palavra democracia. Conquistámos o 25 de Abril para nos agarrarmos à Liberdade. Esta Liberdade teve o mérito de todos por alcançarmos um objetivo de esperança para Portugal. Não nos poderemos esquecer, apesar de muitos o querem fazer, da importância do 25 de Novembro. Passámos por esta data de forma impune, tentando camuflar a tentativa de imposição pela força de um poder que o País não desejava. Mais uma vez as coisas correram bem e tudo se recompôs à boa maneira Portuguesa (vamos esquecendo tudo).

Talvez pela idade que tenho, apenas me recorde da imagem de Ramalho Eanes e não das suas “obras” como presidente, mas recordo e bem as eleições que levaram Mário Soares à presidência. Vivi esta campanha de forma emotiva. Todo o aparato de Marketing em torno das duas candidaturas (Mário Soares e Freitas do Amaral) foi uma lufada de ar fresco a tudo aquilo que se vinha fazendo na política portuguesa. Talvez uma “Americanice” exagerada para os nossos padrões, mas o que é certo é que entrou pelos olhos de toda a gente. Na altura, a RTP dominava o espaço de opinião pública e “tudo o que passava na Televisão era verdade”.

Se bem me recordo, na altura Freitas do Amaral amassou na primeira volta os restantes candidatos, tendo-lhe escapada a vitória por um “triz”. Na segunda volta, já mais esclarecidos (tapando com a mão a imagem de um dos candidatos e colocando a cruz), Mário soares tornou-se presidente da República Portuguesa.

Mas de histórias estamos todos nós fartos! Tudo a seguir foi a evolução de um País que se encontrava numa miséria franciscana e começou a empolgar-se para se reconstruir e evoluir. Hoje somos, fruto de vários governos e presidentes, um País que quer ser moderno, próspero, livre, seguro e tantas outras coisas mais…

Mas infelizmente nem tudo têm sido rosas (cravos) nestes anos de liberdade (libertinagem). Muitos foram, durante este percurso, os que não souberam ser fiéis aos princípios mais elementares de vivência em sociedade e acima de tudo, aqueles que à custa de todos recolheram dividendos de todos nós. No engodo de palavras bonitas, imagens marcantes e telepontos de último calibre, enganaram-nos com facilidade tremenda. Muitos deles andam na praça pública, mandatados por outros tantos, a gozarem com a cara de todos nós. São casos e casinhos a mais em todo o espetro político! Não há quem não tenha telhados de vidro nesta vida!

Também não nos poderemos esquecer, das tais eleições em que Passos Coelho (PSD) ganhou e que não teve condições de governação, tendo-se solucionado o problema de governação a uma falsa coligação entre PS, PCP e Bloco de Esquerda a que apelidaram de “geringonça”. Nesta fase da vida política portuguesa, muitos daqueles que hoje dizem que os partidos extremistas não deveriam existir, concordaram com os alicerces de uma governação de Portugal com o “apoio” vindo de uma esquerda “radical”. Tudo foi democrático!

Tudo isto para chegarmos às próximas eleições. Temos à nossa frente dois portugueses que o povo, através do voto, vai escolher para ser o nosso próximo Presidente da República. Um democrático e outro… Antidemocrático? Radical? Racista?

Quem sou eu para influenciar quem quer que seja? Jamais será a minha pretensão com este artigo de opinião (sou livre de o fazer e lê apenas quem quiser). No entanto, gostaria de salientar algumas palavras e a força de cada uma delas no uso abusivo desta candidatura por pessoas que numa primeira impressão me pareciam ser credenciadas para ajudarem a população e não por tentarem influenciar o sentido de voto dos portugueses. Acredito que esse tempo já passou (O tal das parras…), que a população no dia 8 de fevereiro vote e acima de tudo em consciência.

Palavras mais usadas:

  • Socialismo
  • Fascismo
  • Antissocialismo
  • Moderado
  • Capitalismo
  • Salazar
  • Fofinho
  • Corrupção
  • Imigração
  • Saúde
  • Sistema
  • Antissistema
  • Debate
  • Só porque sim
  • Vergonha
  • Esquerda
  • Direita
  • Nins
  • Vira Casacas
  • Voto Nulo
  • Não representado

São palavras que ouvimos todos os dias nesta campanha “de vida ou morte” do povo português e por muitas “figuras públicas” que deixam escapar as suas deixas.

Reconhecidamente tenho o meu sentido de voto bem apurado e de forma consciente. Não o tenho que tornar público, porque não o quero fazer, mas adoro aqueles que de um momento para o outro passam de uma margem para outra só porque… as coisas podem correr mal!

Quem não deve não tem de temer!

Que ganhe o melhor e o mais votado pelo povo português!

Boa sorte aos dois.

Um deles será o meu futuro presidente da República e respeitá-lo-ei como tal, desde que não nos envergonhe!

NOVIDADES MUSICAIS

NOTÍCIAS DO BLOG

Vamos trabalhar juntos? 

Baixa o ebook para perceberes o que podes ganhar!

Ganha um BÓNUS por cada concerto!