Luz de Dezembro
O ponteiro avança, marca a hora final,
O ano despede-se em silêncio quase irreal.
As luzes da cidade baixam, apagam-se devagar,
Levo no bolso as memórias que quero guardar.
Entre os restos, as cinzas do que passou,
Lentamente uma nova luz no ar me tocou.
O frio lá fora tenta congelar,
Mas cá dentro a chama não vai parar.
Sinto o pulsar, o ritmo a bater,
É hora de respirar, de renascer.
Não, não peço nada –
só levanto a mão e agradeço,
Pelas vozes que ouvi,
pelos gestos, pelo tempo que mereço.
Porque mesmo quando a tempestade chega,
E a sombra tenta cobrir toda a pele.
Há sempre, há sempre um calor em dezembro,
Uma promessa que a gente lembra.
(Oh-oh-oh) Calor em dezembro.
O calendário vira, limpo de mágoa e rancor,
Guardo o que aprendi sobre a dor e sobre o amor.
O vento lá fora assobia canções de quem partiu,
Mas o meu peito agora está mais leve, mais juvenil.
Não há portas fechadas, só novos caminhos a traçar,
É tempo de sonhar mais alto, de me reinventar.
O frio lá fora tenta congelar,
Mas cá dentro a chama não vai parar.
Sinto o pulsar, o ritmo a bater,
É hora de respirar, de renascer.
Não, não peço nada –
só levanto a mão e agradeço,
Pelas vozes que ouvi,
pelos gestos, pelo tempo que mereço.
Porque mesmo quando a tempestade chega,
E a sombra tenta cobrir toda a pele.
Há sempre, há sempre um calor em dezembro,
Uma promessa que a gente lembra.
(Oh-oh-oh) Calor em dezembro.
Da escuridão, eu vi a estrela brilhar,
Quebra o gelo, deixa a mágica entrar.
Cada passo dado, cada lição, eu levo-a comigo,
É a força que me faz seguir em frente,
é o meu abrigo.
Não, não peço nada –
só levanto a mão e agradeço,
Pelas vozes que ouvi,
pelos gestos, pelo tempo que mereço.
Porque mesmo quando a tempestade chega,
E a sombra tenta cobrir toda a pele.
Há sempre, há sempre um calor em dezembro,
Uma promessa que a gente lembra.
(Oh-oh-oh) Calor em dezembro.







