Um burro e uma vaca?

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Chegar à velhice na nossa geração, torna-se a maior aventura de todos os tempos. As metas e objetivos que traçamos para a nossa vida, o desgaste da rotina do dia-a-dia, as preocupações em vivermos neste mundo onde tudo passa depressa e sem tempo para se olhar para trás, diria mesmo que estamos a atravessar uma das piores fases da nossa existência. Não descobrimos o fogo, nem o ferro, nem a luz, mas descobrimos milhões de coisas com uma dimensão tão grande que nos esquecemos do essencial da vida: Viver! Há duas semanas atrás recebi a notícia de um lar de

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Diz o texto do “Evangelho” segundo S. Lucas que, quando se completou a gravidez, Maria “teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria”. O relato de São Mateus, ao falar da visita dos magos, diz que estes, “entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe” – uma indicação também de que a visita deve ter decorrido tempos depois do nascimento. A tradição da gruta nasce no século II, a vaca e o burro serão “introduzidos” por Francisco de Assis. Com o presépio, o mesmo santo vulgarizou a imagem de um bebé quase despido, o que não corresponde ao relato. Afinal, uma mãe não deixaria de aquecer o seu filho…

Nasceu num estábulo, numa gruta ou num celeiro?

Pode não ter sido em nenhum destes lugares. Em Lucas 2:7 está escrito: “… e ela deu à luz o seu primogénito. Envolveu-o em panos e colocou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” A única coisa que se sabe sobre o local onde Jesus nasceu é que tinha uma manjedoura.

Olhando para a palavra grega utilizada três vezes por Lucas – “katalyma” -, que foi traduzida por estalagem ou hospedaria, ela é diferente da utilizada numa outra parte do Evangelho. Quando Lucas escreveu sobre o bom samaritano, que levou a vítima do assalto praticamente morta à estalagem, usou a palavra grega “pandocheion”.

Na descrição do nascimento de Jesus, se o autor se estivesse a referir a um local de hospedagem comercial, provavelmente teria escolhido a mesma palavra.

Os estudiosos acreditam, por isso, que o que ele queria dizer é que não havia lugar no aposento para hóspedes de uma casa de família, provavelmente parentes. E a razão é porque, naquela época, as casas dos camponeses na Palestina tinham duas divisões. A principal, onde a família cozinhava, comia e dormia, e outra para hóspedes. Uma espécie de anexo, com uma entrada independente, ou construído sobre a casa principal. Havia também um espaço para os animais, que muitas vezes ficava na parte de baixo da casa. Há quem defenda que terá sido aí que Jesus nasceu.

Maria chegou a Belém transportada por um Burro?

A Bíblia diz apenas que ela foi acompanhada por José. E também não é certo que ela tenha dado à luz no próprio dia em que chegou. De facto, pode ter chegado muito antes do parto.

O que a Bíblia diz, em Lucas 2:6, é: “E aconteceu que, estando eles ali [em Belém], se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz”.

Quanto à presença de animais no lugar onde Jesus nasceu, isso nunca é referido nas Escrituras. A vaca e o jumento junto da manjedoura, tal como vemos nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3, onde está escrito: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.

A figura do burro e da vaca passaram a fazer parte do presépio quando este foi inventado por São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1223. O frade montou, com a autorização do Papa, as figuras em palha e colocou animais verdadeiros em volta para celebrar a missa de Natal e, de forma simples, explicar o nascimento de Jesus à população.

Quando alguém te der um limão…

Faz uma limonada!

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