Só não se sente quem não é filho de boa gente!

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Chegar à velhice na nossa geração, torna-se a maior aventura de todos os tempos. As metas e objetivos que traçamos para a nossa vida, o desgaste da rotina do dia-a-dia, as preocupações em vivermos neste mundo onde tudo passa depressa e sem tempo para se olhar para trás, diria mesmo que estamos a atravessar uma das piores fases da nossa existência. Não descobrimos o fogo, nem o ferro, nem a luz, mas descobrimos milhões de coisas com uma dimensão tão grande que nos esquecemos do essencial da vida: Viver! Há duas semanas atrás recebi a notícia de um lar de

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Decorreu no passado dia 21 de Maio a 7ª edição do Mafra Foot em Mafra durante todo o período da manhã.

Muitos atletas de palmo e meio, cheios de vontade de praticarem desporto e darem um chutos na bola. Oito campos construídos no campo de futebol do parque desportivo Engº Ministro dos Santos. Uma “competição” a 9 jornadas e cujos resultados nada interessavam. Afinal de contas, os miúdos queriam mesmo era marcarem golos, correrem atrás da bola e diversão no máximo.

"Eu não sei onde é o lado direito!"

Atleta "o joão"

Foram muitas as equipas representadas neste palco e nesta montra de Futebol. 

De louvar a atitude dos dirigentes técnicos destes escalões. Sempre com um sorriso na cara e sempre com a vontade de ensinarem todos os truques da modalidade. E é sobre esta temática que gostaria de partilhar convosco uma conversa entre um “mister”  com o seu atleta. Após alguns momentos do início de um dos jogos, o mister perguntou ao João porque é que este não saia do seu lugar e não jogava na posição que ele lhe tinha transmitido. O João olhou para ele e respondeu-lhe muito zangado: Mister disse para eu jogar no lado direito e eu não sei onde é o lado direito.

"Disse para eu sair!"

Atleta "o Manuel"

Esta linguagem do futebol por vezes não se torna fácil para os atletas mais jovens.

As equipas lá iam rodando de campo em campo e sempre prontas para cantarem, gritarem e fazerem a festa. Houve até tempo para lancharem ao meio da manhã uma sandes de queijo ou chouriço e até mesmo quem pedisse mais do que uma porque o esforço tinha sido grande.

Quando me aproximei de um dos misteres, dos muitos bons rapazes que lá estavam, houve um atleta que estava a ser “repreendido” porque tinha saído da baliza quando a equipa adversária atacou. Claro está! Ordem mal atribuída! O Manuel (nome fictício) respondeu-lhe prontamente que ele lhe tinha dito para sair da baliza.

São estas peripécias e tantas outras que me fizeram divertir e estar presente nesta manhã de futebol dos mais pequeninos.

Uma palavra especial ao espírito de Fair play do público, quase na maioria composto por pais e encarregados de edução. Estiveram à altura e sempre prontos para darem todo o apoio aos seus atletas preferidos.

As “claques organizadas”, não foram muitas, mas todas elas se portaram á altura do evento.

Tive o prazer de ter sido o animador do evento e feliz por ter participado num dia importante na vida desta gente jovem. Fiz e farei sempre pela minha terra aquilo que eu achar estar de acordo com o meu papel no meio em que estou envolvido. Mas acima de tudo, e o mais importante, é saber que esse papel é escolhido por mim e só por mim! Se o faço é porque quero e porque tenho consciência da capacidade e do valor que tenho. Nunca fui escolhido, por mais que queiram transmitir essa ideia, por cunhas ou proximidades deste ou daquele! Agradeço, assim como o faço com todos vós, respeito e valorização do meu trabalho.

"...perder a vontade de ser bom!"

António Galambas

“Não quero fazer referências a nomes ou a organizações, mas com todas estas “pequenas coisas” fazem-me mesmo perder a vontade de “ser bom”! Passeiam máquinas, escrevem umas palavrinhas e até acham que podem apagar o valor de alguém? Tenho tempo e gosto em ensinar tudo aquilo que sei  e caso necessitem, estarei, como sempre tive, disponível . Não é muito, mas é muito mais do que aquilo que pensas saber!”

Recado para a minha amiga

Não queria acabar esta peça desta forma, mas como tenho dito algumas vezes, só não se sente quem não é filho de boa gente! O valor, se é que ele existe e quando existe, tem que ser dado e ninguém pode fazer do outro aquilo que quer sem ser devidamente colocado no seu lugar. Estou deveras triste com o comportamento de algumas pessoas que tentam a todo o custo apagar ou simplesmente fingirem que não veem as coisas acontecerem, as coisas serem feitas e acima de tudo, fazer-se aquilo que não conseguiriam fazer! Ainda por cima, dignificando e valorizando a organização que representam!

É claro que esta minha mensagem pode ter diversas interpretações e poderão surgir algumas dúvidas, mas agradeço que não o façam, pois seguirá uma explicação para quem de direito por forma a não ficar esquecida esta situação e que de futuro, caso assim o queiram, respeitem sempre o meu valor!

Quando alguém te der um limão…

Faz uma limonada!

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