Parabéns a António Costa e ao PS

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Chegar à velhice na nossa geração, torna-se a maior aventura de todos os tempos. As metas e objetivos que traçamos para a nossa vida, o desgaste da rotina do dia-a-dia, as preocupações em vivermos neste mundo onde tudo passa depressa e sem tempo para se olhar para trás, diria mesmo que estamos a atravessar uma das piores fases da nossa existência. Não descobrimos o fogo, nem o ferro, nem a luz, mas descobrimos milhões de coisas com uma dimensão tão grande que nos esquecemos do essencial da vida: Viver! Há duas semanas atrás recebi a notícia de um lar de

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"Maioria absoluta não é poder absoluto"

António Costa e o PS foram os grandes vencedores das eleições legislativas de 2022.  Fruto de um orçamento não aprovado na Assembleia da República, o país foi a votos e com todas as peripécias do COVID e de uma nova forma de se fazer campanha, o Partido Socialista conseguiu não só vencer, como convencer a todos, da sua verdadeira força em Portugal. Com maioria absoluta consolida a sua governação por forma a atingir os seus objetivos políticos. Venha de lá o orçamento já preparado há tanto tempo!

Emocionado, talvez por ele mesmo não estar à espera da resposta que os portugueses lhe deram, falou a todos com a lágrima no canto do olho. Espera-se o cumprimento de todas as promessas e a governação com base na “estabilidade, confiança e segurança”. 

Para já…os ministérios vão reduzir. Aguardamos com esperança o sucesso da governação, porque só assim Portugal e os Portugueses estarão bem.

Por mais que me queiram convencer do contrário, o nosso Presidente desta vez não ganhou. Isto porque, eu meu entender, o Presidente gostaria e desejaria que o governo tivesse força de direita, o que realmente não veio a acontecer. Desta feita, voto negativo para Marcelo e dizer-lhe que o feitiço se voltou contra o feiticeiro!

"Não sei como conseguirei ser útil ao PSD"

Há quem diga que este é um senhor diferente na Política. Um homem mais terra a terra e mais consciente da realidade do dia-a-dia das pessoas. Alguém com a capacidade de enfrentar os verdadeiros problemas e não fazer muitos filmes para os tentar resolver. Mas, e existe sempre um mas, a sua mensagem não chegou ao eleitorado. 

Primeiro sozinho no partido e na comunicação social, mas vencedor nas eleições internas do partido. Depois, enfrentando António Costa, conseguiu também fazer frente a Ventura. Nas batalhas políticas realizadas, embora com um maior número de votos das eleições anteriores, não conseguiu atingir os objetivos a que se propôs: Governar o País. 

Sendo assim, o resultado só pode ser negativo e o seu lugar deverá ser colocado desde já à disposição dos militantes do PSD, como ele próprio definiu. Há uma coisa que ninguém poderá culpar este homem: Honestidade.

"Seremos a verdadeira oposição em Portugal"

Muitas coisas podem ser ditas a desfavor deste partido e do seu líder. O que não devemos é abdicar de ler os resultados como eles são. Foi o maior aumento de eleição de deputados nestas eleições e desde sempre manteve o seu discurso de luta constante com a esquerda política.

Já há muito tempo que não estávamos habituados a discursos fáceis e de café, aqueles que toda a gente fala, mas que não se sente representado na assembleia. Discurso Popular, muitas vezes a roçar a provocação, faz com que todos os partidos representados na Assembleia da República o vejam como um não partido.

Declarações mais graves foram as de Catarina Martins ao afirmar que o CHEGA era um partido de racistas, assim como António Costa afirmar no seu discurso de vencedor ir falar com todos os partidos com acento na AR à exceção daquele partido.

Confunde-se muitas vezes o partido com o seu líder, mas na verdadeira democracia há que aceitar os resultados do povo. O Ventura e o seu partido são a terceira força política em Portugal, quer se queira ou não!

"fomos apanhados com as calças na mão"

Iniciativa Liberal foi um dos vencedores destas eleições legislativas de 2022. 8 deputados foram eleitos e foi dada a responsabilidade de serem o quarto partido em Portugal. Um partido novo, ainda “apanhado com as calças na mão”, fez a sua campanha de forma séria, acertada e com a sua mensagem firme e transparente nas suas convicções. 

Um partido a tomar atenção nos próximos tempos e saber ao certo qual a sua posição em concreto na defesa do povo português. Pela sua jovialidade ainda recaem algumas dúvidas, mas penso ser um partido de futuro e com muitas e boas pessoas na sua militância. 

 

"quanto maior for o número de deputados, maior serão os racistas"

Catarina Martins e o seu Bloco de Esquerda foram um dos perdedores desta noite. O partido viu-se na redução de um número considerável de deputados, passando agora a estar representado apenas por 5.

Os jornalistas ainda tentaram fazer com que a líder pudesse declarar colocar o seu lugar à disposição do partido, mas esta esquivou-se às perguntas, argumentando de que seria um assunto a ser debatido no seio do partido.

Acho que chegou a hora de o Bloco de Esquerda dar um novo rumo à sua política e sendo assim, creio mesmo de que Catarina Martins deveria colocar o seu lugar disponível. 

Já aqui fiz referência às suas declarações políticas no que concerne à chamada de racistas a todos os representantes do CHEGA, o que a mim não me pareceu bem, mas cada um sabe de si.

Quanto às restantes declarações, foram iguais às de sempre e talvez já não vendam mais. Foi um dos partidos responsáveis pela caída do governo anterior e o povo não perdoou!

"Nunca farei aos outros aquilo que me fizeram a mim"

Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS, fez desaparecer um partido histórico. Os piores resultados de sempre e a consolidação dos maus resultados internos passados para fora.

Na sua declaração da noite, Francisco estava visivelmente abatido e fraco. Era um homem destroçado pelos resultados eleitorais e sem capacidade de continuar a liderar o partido.

Agora há que compreender o que será feito deste partido. Fechar portas ou passarem a sua força para a Iniciativa Liberal? Uma coisa é certa, Francisco Rodrigues dos Santos não continuará à frente dos desígnios do CDS.

"A força do trabalho"

Jerónimo de Sousa está desgastado. A sua missão é ingrata e o seu partido, recorrendo sempre ao mesmo tipo de mensagem, já começa a cansar. Pede-se uma remodelação no partido, assegurando as suas ideias base e a sua conduta política, mas por outro lado, pede-se também uma maior mudança na maneira como as ideias são transmitidas.

Quem anda nestas coisas da política há muito tempo, sabe que este é um dos partidos, ou o único partido, que se preocupa com os trabalhadores e a força do trabalho, mas será que isso chega?

A minha opinião é apenas isso e nada mais. Vejo este partido como essencial na nossa política, mas gostaria de os ver com mais representatividade, coisa que não está a acontecer. Não acham que deveriam fazer uma pausa para pensarem melhor?

Mesmo assim, a CDU elegeu 6 deputados. Não sendo nada de significativo para o partido, ainda será uma força a considerar.

Apesar da eleição apenas de um deputado, considero positiva a presença do PAN nestas eleições, embora com a envolvência da sua líder em algumas polémicas. 

Este partido ainda não ganhou a confiança total dos Portugueses, embora tenha aparecido com um público-alvo muito específico. No entanto a governação de um país não se resumem a propostas de terminar com touradas e deixar de se caçar na Madeira à paulada.

Parece-me redutor haver um partido específico para estes problemas da natureza e dos animais. Acho sim que todos os partidos deveriam e têm com toda a certeza, propostas para estas áreas específicas.

Mesmo assim, considero positiva a sua presença na Assembleia. Parecendo-me de que não havendo alterações significativas nas suas ideias base, será um partido sem futuro, embora com temas importantíssimos. 

Vamos lá ganhar força para as próximas eleições!

 

"O orçamento mais baixo"

Partido Livre conseguiu eleger um deputado. Sacado a saca-rolhas, o partido que conta com menos de uma mão cheia de empregados e com o orçamento mais baixo desta campanha, faz-se representar na assembleia da República com o slogan de “esquerda verde em Portugal” e o partido mais novo de esquerda a entrar na AR.

Com apenas um acento vai ser difícil marcarem a sua posição, mas para começar e para falarem um pouco “mais rápido” do que inicialmente, penso ser positiva a sua presença. Afinal já ficamos na AR com dois partidos a falarem de ecologia de forma diferente.

Quando alguém te der um limão…

Faz uma limonada!

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