Os Reis Magos coloridos

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Chegar à velhice na nossa geração, torna-se a maior aventura de todos os tempos. As metas e objetivos que traçamos para a nossa vida, o desgaste da rotina do dia-a-dia, as preocupações em vivermos neste mundo onde tudo passa depressa e sem tempo para se olhar para trás, diria mesmo que estamos a atravessar uma das piores fases da nossa existência. Não descobrimos o fogo, nem o ferro, nem a luz, mas descobrimos milhões de coisas com uma dimensão tão grande que nos esquecemos do essencial da vida: Viver! Há duas semanas atrás recebi a notícia de um lar de

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Esta é uma história com muita intencionalidade. Impropriamente chamados reis magos na tradição latina, os três sábios (ou seriam mais?) que vieram do Oriente (para os judeus, tudo o que estava para lá do rio Jordão) eram conhecedores da astrologia, na qual já muita gente acreditava, naquela época. Por isso, o autor do “Evangelho” de São Mateus coloca os astrólogos a prostrar-se perante o novo “astro”. Mais ainda: o episódio põe em contraste a atitude de Herodes, que quer apanhar Jesus, com a dos magos, pagãos que vêm de longe para adorar o Messias. Uma forma de Mateus acentuar que Jesus vem para salvar todos os povos.

No que diz respeito a estes personagens da história, há vários mitos.

A Bíblia refere, no segundo capítulo de Mateus, a visita de “magos” ao Menino. O termo é utilizado no sentido de homens sábios, nada indica que fossem reis, mas não se sabe exatamente qual era a sua ocupação. Podiam ser cientistas, sacerdotes ou conselheiros. Também nunca é referido quantos eram mas, tendo em conta que a palavra é utilizada no plural, depreende-se que seriam mais do que um.

A tradição assumiu que seriam três por causa dos presentes valiosos que levaram ao Menino – ouro, incenso e mirra. Todos eles simbólicos. O ouro é o metal precioso por excelência e simboliza a realeza. O incenso, um perfume queimado e usado durante as celebrações e rituais religiosos, é o símbolo da divindade. A mirra vem de uma planta medicinal que, misturada com óleo, era usada para fins medicinais e também para embalsamar os corpos. Simbolizava a imortalidade.

Outro facto que se desconhece é o país de origem destes homens. Sabe-se apenas que vinham do Oriente para Jerusalém. E os nomes que nos habituámos a dar-lhes – Gaspar, Baltazar e Belchior – não estão na Bíblia. Foram estabelecidos por volta do final do século VIII, pela Igreja Católica Romana, que também decidiu dar um significado mais abrangente a estas três figuras. Belchior seria o representante da raça branca (europeia), Gaspar representaria a raça amarela (asiática) e, por fim, Baltazar representaria a raça negra (africana). Mas nada nas Escrituras refere estas características.


Estes sábios não visitaram Jesus logo depois de ele nascer e ser deitado na manjedoura. Antes desse encontro, o bebé viajou até Jerusalém, para ser apresentado no Templo, e de lá voltou a Belém. Os magos terão chegado algum tempo depois. De acordo com as Escrituras, já não encontraram um recém-nascido. “E, entrando na casa, acharam o Menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram”, pode ler-se em Mateus 2:11. É possível que, nesta altura, Jesus já andasse.

Quando alguém te der um limão…

Faz uma limonada!

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