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Muitos Parabéns amigo Massano

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Chegar à velhice na nossa geração, torna-se a maior aventura de todos os tempos. As metas e objetivos que traçamos para a nossa vida, o desgaste da rotina do dia-a-dia, as preocupações em vivermos neste mundo onde tudo passa depressa e sem tempo para se olhar para trás, diria mesmo que estamos a atravessar uma das piores fases da nossa existência. Não descobrimos o fogo, nem o ferro, nem a luz, mas descobrimos milhões de coisas com uma dimensão tão grande que nos esquecemos do essencial da vida: Viver! Há duas semanas atrás recebi a notícia de um lar de

AG e os Meias Limonada - Música POP Portuguesa

Banda de 10 elementos ou Dueto de voz e Piano para locais mais intimistas

Hoje é dia de aniversário do meu amigo João Massano. Completas 64 anos na companhia daqueles que te querem, seja aqui ou no céu.

Há quem me diga que sou uma pessoa que gosto de toda a gente. Não sei se é uma crítica positiva ou negativa, no entanto é mesmo a realidade. Ter amigos parece ser fácil mas não é. Amigos, felizmente vou tendo alguns e defino-os como aqueles que a um toque estarão perto de mim para me ajudarem naquilo que for necessário. Claro que esta não será a característica única para se ser meu amigo, mas também não pensem que será uma extensa lista de critérios  difíceis, afinal de contas sou uma pessoa como qualquer outra: normal!

A minha história com o João Massano é curta, interessante e intensa. Conheci este homem como maestro da Orquestra jovem sinfónica de Santo Isidoro. Um projeto bonito, cheio de vida e com muita esperança no olhar de todos aqueles jovens. A sua maneira de estar na vida é a simplicidade. Amigo e companheiro do seu amigo, foi assim que o conheci no meu primeiro contacto. Convidei-o para lhe fazer uma entrevista na rádio do Concelho de Mafra no programa 1717 RCM. Ele aceitou e lá falámos nós durante alguns minutos sobre música, que é aquilo que lhe faz crescer a alma.

Durante algum tempo acompanhei a sua Orquestra. Como amante de música, como apresentador dos seus espetáculos e veja-se bem, até como um mau interprete de “my way” num espetáculo de Natal em Santo Isidoro. Acreditem que me deu muito prazer estar a  seu lado sem lhe ter pedido em momento algum algo em troca. Seria injusto da minha parte omitir que apesar de nunca lhe ter pedido nada em troca, não o tenha recebido. Recebi a sua amizade. Foi desde aí que as coisas se começaram a solidificar.

Depois disso as peripécias começaram a desenrolar-se. A saída de maestro da orquestra e o projeto com Armando Gama serão aqueles que mais ressalto numa vida considerada normal. Mas existem três momentos muito mais importantes e que jamais esquecerei:

 

O convite do João. Foi em minha casa. O joão, sempre a 1000 à hora, falou-me na possibilidade de eu fazer uma banda com as minhas músicas originais. Confesso que fiquei orgulhoso da proposta, mas ao mesmo tempo com medo de o fazer. A minha saída no momento foi apenas de lhe exigir uma banda de profissionais, não por querer ser um artista de referência, mas sim pelas expriências anteriores cujos ensaios demoravam uma eternidade para que as músicas ficassem a 100%. E não é que ele aceitou sem pestanejar? Uma semana depois estávamos reunidos com todos os músicos e a dar início aos Meias Limonada. Ficar-lhe-ei eternamente grato.

A despedida de Nuno Canoa. Este foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. o Nuno, apesar de ser uma amigo e um músico de mão cheia, era também um elemento dos Meias Limonada com espírito de grupo intenso. Senhor do seu nariz, por vezes a dar o ar de quem não estava atento às coisas, era aquele que tinha um bom gosto refinado. Orgulhoso do seu instrumento, passou esse orgulho para todos nós, incentivando à sua maneira o crescimento do gosto e da amizade que nos uniu durante todo aquele tempo em que partilhámos a alegria. O Nuno deixou-nos no Verão, num dia em que ninguém estava à espera de uma notícia daquele dimensão. O tempo parou e reconheço ter ficado sem luz. Tudo parou naquele dia! O Nuno é filho do meu amigo João Massano e jamais quererei saber a dimensão da dor da perda de um filho. O João foi abaixo como qualquer pai teria ido. Hoje, com o tempo a querer sarar as feridas deixadas, o meu amigo está mais resignado, mais frio, mas acima de tudo mais realista. O Nuno não está cá fisicamente, mas estará connosco eternamente no coração e feliz por ver o pai continuar o projeto de todos nós e a ser feliz de uma outra forma, sempre com ele no coração.

O Casamento com a Anabela. Conhecemos as histórias de príncipes e princesas dos livros. Amores e relacionamentos de sonho que se vivem quase sempre com finais felizes. O João é um homem que necessita de um ombro. O João é um homem que dificilmente conseguiria viver sozinho. Desta forma considero que as histórias dos livros por vezes se tornam reais. Eu explico. A Anabela é uma mulher de mão cheia, uma senhora e a pessoa certa para estar a seu lado. É a grande responsável por ter dado luz ao meu amigo e fazer com que ele tenha aprendido a viver novamente. São pessoas destas que necessitamos de ter ao nosso lado quando mais precisamos e o João teve! A sua princesa existe e é real!

Todos estes momentos vivi de perto e todos eles mexeram comigo. Por isso sou seu amigo e com ele partilho alegrias e tristezas. É uma daquelas pessoas que jamais deixarei e a quem sempre deitarei olho.

Hoje é dia do teu aniversário e apesar da diferença de idade que nos separa, nunca fizeste questão que isso fosse um obstáculo para nós. Gosto de ti amigo.

Muitos Parabéns.

Quando alguém te der um limão…

Faz uma limonada!

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