Faz hoje 36 anos que Mafra começou a crescer

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Chegar à velhice na nossa geração, torna-se a maior aventura de todos os tempos. As metas e objetivos que traçamos para a nossa vida, o desgaste da rotina do dia-a-dia, as preocupações em vivermos neste mundo onde tudo passa depressa e sem tempo para se olhar para trás, diria mesmo que estamos a atravessar uma das piores fases da nossa existência. Não descobrimos o fogo, nem o ferro, nem a luz, mas descobrimos milhões de coisas com uma dimensão tão grande que nos esquecemos do essencial da vida: Viver! Há duas semanas atrás recebi a notícia de um lar de

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De Professor de Matemática a presidente da Câmara Municipal de Mafra durante 28 anos.

Muitas são as palavras que poderão ser escritas sobre este Homem que marcou definitivamente o Concelho de Mafra. Nada melhor do que recordar e valorizar o trabalho que a sua equipa produziu durante 28 anos de poder e que trouxe Mafra para a ribalta da qualidade de vida em Portugal.

(Fonte: PSD )
 
Num tempo em que “tudo ainda estava por fazer”, José Maria Ministro dos Santos assumiu aquele que considera o seu maior desafio pessoal e político – a Câmara Municipal de Mafra – no dia 2 de Janeiro de 1986.
 
Esteve 28 anos como Presidente da Câmara, deixando-se dominar pela “exigência da intervenção municipal”, seguindo, desde esse dia, a mesma lógica: “Primeiro a ideia, depois o projeto e finalmente o dinheiro.”
 
A exigência na intervenção era recíproca. Por vezes, Ministro dos Santos dizia a um trabalhador, escolhido aleatoriamente: “estás debaixo de olho!
 
Um dia, um desses trabalhadores respondeu-lhe, avisando-o amigavelmente que também ele estava debaixo de olho. Para Ministro dos Santos, esse episódio marcou-o: “foi a plena tradução do sentimento que sempre me guiou. Competia-me corresponder, com extrema dedicação e eficácia, aos milhares de cidadãos que escolheram ou tiveram a felicidade de ser escolhidos para viver no nosso concelho.
 
Com ele, Mafra “ousou pensar grande” com a consciência de que todos os investimentos feitos no município eram “prioridades de ontem”, lembrando as muitas vezes em que iniciou o seu discurso com um pedido de desculpas (propositado), por a obra só ter podido nascer naquele momento, naquele dia e não no anterior.
 
É ainda capaz de resumir a história de quase trinta anos de Mafra com ele ao leme: “é a história de um empenho coletivo.” Este empenho coletivo fez surgir em Mafra as mais variadas estruturas dos mais variados setores, todos em prol do município: Infantários, Escolas Básicas e a Escola Secundária construídos “com base nos ensinamentos do passado, projetado a partir do presente e edificado a pensar naqueles que serão o futuro: as crianças.”
 
No âmbito cultural para além da salvaguarda do património surgiram as Casas de Cultura, o Arquivo Histórico Municipal, os Auditórios, as Bibliotecas Municipais, os Museus, promoveram-se inúmeras exposições e encontros temáticos, cerimónias e conferências, enquanto que na área da Saúde foram construídos Postos Médicos e Centros de Saúde; no Desporto o concelho ficou mais rico com a construção de pavilhões gimnodesportivos e parques desportivos multidisciplinares, realizaram-se campeonatos das mais diversas modalidades, promoveu-se o Turismo com a construção de mais Postos e a realização de festivais promocionais dos valores do concelho. Construíram-se capelas, um Parque Eólico, e criaram-se locais de eleição para programas televisivos e filmes, entre tantos outros avanços e construções necessárias como as autoestradas (A21), e variantes (CRIMA, 1.ª, 2.ª e 3.ª fases) respondendo assim às exigências da modernidade.
 
O progresso do município feito com José Ministro dos Santos é notório e ficará, indubitavelmente, para a história da região e do País sendo possível observá-lo em muito do que hoje é o concelho de Mafra. Os seus 28 anos de gestão autárquica terão culminado, provavelmente, no ano de 2001 quando, num estudo elaborado pelo ISCTE, o concelho de Mafra foi considerado o município português com melhor qualidade de vida.
 

O texto acima referido, cuja autoria é do PSD, refere e bem a marca que Ministro dos Santos deixou em Mafra. Claro que nem tudo foram rosas e muitas foram as suspeitas levantadas sobre o presidente da Câmara.

No entanto deixo aqui o meu depoimento sobre uma pessoa com um espírito de liderança enorme e uma capacidade de projeção de futuro sem medo de arriscar. Os riscos trazem por vezes dissabores, mas passados alguns anos rapidamente chegamos à conclusão de que as grandes obras e a grande ignição para o crescimento do Concelho tem a sua responsabilidade.

Quem foi o maluco que mandou construir uma autoestrada de acesso ao Concelho de Mafra e reduzir drasticamente a distancia à capital?  Quem colocou o nosso Palácio no caminho da promoção a Património Mundial? Quem foi que mandou construir o parque Desportivo Municipal? Quem foi que transformou armazéns falidos da antiga FOC em locais de pequenas e médias industrias do concelho?

Muitas foram realmente as obras deixadas por este senhor que faz o favor de me permitir chamar-lhe amigo e de quem merece o meu maior respeito. Quero dar-lhe os parabéns e recordar-lhe de que este dia se reveste de grande importância na sua carreira por ter sido o seu primeiro dia nesta caminhada de êxito. Tive o privilégio de ser seu aluno, seu munícipe e agora seu amigo.

No último parágrafo do texto do PSD refere que “Os seus 28 anos de gestão autárquica terão culminado, provavelmente” o que deixa na dúvida o futuro mesmo no seio do partido. Pode não ser o cabeça de cartaz de uma próxima candidatura, mas quem o for deverá, em meu entender, apoiar-se no seu saber. Mafra merece que pessoas como Ministro dos Santos não sejam nunca esquecidas!

Quando alguém te der um limão…

Faz uma limonada!

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