Foi um prazer estar contigo amigo!

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Chegar à velhice na nossa geração, torna-se a maior aventura de todos os tempos. As metas e objetivos que traçamos para a nossa vida, o desgaste da rotina do dia-a-dia, as preocupações em vivermos neste mundo onde tudo passa depressa e sem tempo para se olhar para trás, diria mesmo que estamos a atravessar uma das piores fases da nossa existência. Não descobrimos o fogo, nem o ferro, nem a luz, mas descobrimos milhões de coisas com uma dimensão tão grande que nos esquecemos do essencial da vida: Viver! Há duas semanas atrás recebi a notícia de um lar de

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"Hoje partiste amigo. Hoje foi um pedaço de mim também. Fizeste e fazes parte da minha vida. És e serás sempre recordado com muito carinho no seio da minha família..."

Há poucas semanas atrás escrevi um artigo sobre o Rui Silva, depois de uma visita surpresa que lhe fiz na Encarnação. Esse meu artigo tinha única e simplesmente o objetivo de solicitar a todos os seus amigos que escrevessem situações vividas com ele, por forma a elevar a moral deste nosso irmão. Foi, como disse, o único objetivo que pautaram as minhas palavras.

Após alguns dias, e não muitos, o Rui ligou-me a agradecer as palavras que lhe tinha dirigido, solicitando-me para retirar o artigo de todos os locais onde o tinha colocado. De imediato lhe fiz a promessa e com ele ao telefone lhe dei conta de que tudo estava regularizado conforme me tinha pedido. Respeitei a sua vontade e ainda me confidenciou que não o levasse a mal, mas que precisava de tranquilidade para recuperar, coisa que deixou de ter após as pessoas tomarem conhecimento da situação em que ele se encontrava.

Visitei o Rui no domingo em junho. Desloquei-me à Encarnação e solicitei na receção uma visita ao meu amigo Rui Silva. Estranhamente para mim, foi-me dada indicação de que para essa pessoa não eram permitidas visitas sem a sua autorização prévia e apenas duas pessoas por dia o podiam visitar. Compreendi a situação e com a boa vontade da receção, foram avisar o Rui que eu estava lá para lhe dizer um olá. Após alguns minutos de espera, e depois da informação de uma simpática senhora do hospital, deram-me a notícia de que a visita seria impossível, mas que o poderia ver e falar à varanda do seu quarto. Fiquei de alguma forma incomodado, mas feliz por ter a oportunidade de trocar algumas palavras saudosistas. E assim aconteceu…

Os meus olhos ficaram em água quando o vi. Não vos posso transmitir se foi o seu estado ou se foram as saudades. 

Ali fiquei deliciado a trocar galhardetes motivacionais um ao outro. Foram alguns minutos, mas foram muito bem aproveitados pelos dois. Parecia que estávamos a tomar vitaminas de energia. Apeteceu-me chorar, agarrá-lo, gritar e sei lá… Apeteceu-me tanta coisa que fiquei quieto a tentar ouvi-lo e a deliciar-me com a sua força.

Se me perguntassem há duas semanas atrás que esperava este desfecho de hoje dir-vos-ia que não!

O Rui foi um verdadeiro lutador. Esteve sempre lúcido e consciente das dificuldades pelas quais estava a passar. Era uma pessoa informada e não havia notícia ou acontecimento local que lhe passasse despercebido. 

Muitas vezes, sabe Deus como, ele procurou transmitir aos seus a força que ainda tinha para tentar ganhar a batalha que só ele sabia não a poder vencer quando a sua energia tivesse em baixo. 

Fiquei tão convencido da sua força que durante a nossa curta conversa, ainda houve tempo de me dizer que o seu sonho seria atravessar a ponte Vasco da Gama ao que lhe respondi prontamente que também nunca o tinha feito e seria um prazer para mim fazê-lo a seu lado. Ainda tivemos tempo de sorrir e oportunidade de lhe reconhecer aquele seu sorriso maroto.

Passaria muito tempo a falar deste Homem e deste grande senhor da Comunicação. Desde novo traçou a sua vontade e o seu futuro, fazendo bem e procurando sempre a perfeição. Para o Rui não havia desculpas. Tudo era pensado e gostava de fazer bem feito. Tive a oportunidade, enquanto profissional da Mafra FM, de trabalhar com ele nas tardes Desportivas da Mafra FM. Ele era o pivot da emissão e eu estava no estúdio 2 a acompanhar os resultados desportivos dos restantes jogos. As jornadas eram na sua maioria aos Domingos e era necessário muito trabalho para que as emissões pudessem resultar com sucesso. Fizemos uma boa equipa e no final da tarde saíamos sempre com a sensação de missão cumprida.

Hoje partiste amigo. Hoje foi um pedaço de mim também. Fizeste e fazes parte da minha vida. És e serás sempre recordado com muito carinho no seio da minha família e gostaria de te dizer aquelas palavras que muitas vezes fazíamos questão de dizer quando nos despedíamos das emissões em direto: 

Até para a semana. Esperamos que tenha sido do vosso agrado. Um abraço do tamanho do mundo para todos vós!

Agora, porque a nossa emissão irá um dia ser reatada, terei apenas força para te dizer:

– Foi um prazer estar contigo amigo!

 

Quando alguém te der um limão…

Faz uma limonada!

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